segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Eu confesso que nem sempre tive a cabeça que tenho hoje. Já tive conceitos a que agora eu realmente abomino. Já julguei sem conhecer. É muito difícil você admitir que já esteve errado um dia, mas faz um bem enorme para alma, por a cabeça no lugar e aceitar as coisas como elas realmente são. Já fui muito preconceituosa com muitas coisas. Hoje eu sei aceitar que o ser humano é diferente, que cada um tem seus desejos, suas vontades, seus medos e suas limitações. Os padrões que a sociedade impõe são pura banalidade perto da grandeza da alma de cada um. Você não precisa ser homem para gostar de mulher, você não precisa ser negro para ser bandido. Hoje eu dou valor aquilo que as pessoa são por dentro, para a essência de cada um. Me prendo as coisas que posso aprender de bom com cada pessoa que esbarro no mundo. Mesmo que internamente, sem gritar isso ao mundo, sempre fui a favor da experimentação. Acho que a humanidade deveria experimentar de tudo um pouco, antes de falar aquilo que não sabe. Bebidas, roupas, comidas, religiões, sexualidade, e tudo mais que houver algum tipo de opção. O preconceito vem de onde não se conhece o outro lado da moeda. Hoje, tendo ao meu lado as pessoas que tenho, aprendi que você não é um alguém pior no mundo por ter gostos diferentes do que o mundo afora chama de "normal". Muito pelo contrário, hoje eu vejo quem consegue assumir seus desejos como alguém num patamar acima daqueles que ainda julgam os outros. O meu respeito e admiração vão para aqueles que tem a coragem de viver suas vidas de acordo com aquilo que lhes fazem bem, mas o bem verdadeiro, aquele bem que você reconhece de longe,  pelo brilho do olhar da pessoa. Não vejo mais meu pensamento como um ato de rebeldia, mas sim, como uma maneira menos cega e censurada pela sociedade de ver o mundo. Se você não experimentar e provar tudo que tem vontade enquanto estiver vivo, quando é que saberá quem você realmente é? Quando é que terá certeza daquilo que você realmente gosta? Meu sincero obrigada a todos (até mais à aqueles que não o fizeram diretamente) que me deram forças para que hoje eu consiga pensar desse jeito e eu realmente espero que as pessoas abram suas mentes e vejam que aquilo que você expõe ao mundo não é um milésimo daquilo que você é capaz de emitir de verdade.
Fica aí uma música que um amigo muito especial me mandou e acho que expressa melhor do que as minhas palavras, tudo aquilo que eu queria dizer ao mundo agora.
http://www.youtube.com/watch?v=VmZCfDkrKJg

Cegueira

Descobri que fiquei cega por você.  Não que eu tenha deixado de enxergar o mundo ou até a mim mesma. Não que eu tenha deixado de ver todo o resto da vida por sua causa. Mas minha cegueira se explica pela forma como eu gosto de você. Não me preocupo com a sua beleza, com a sua forma física. Vejo teu sorriso e tua felicidade através do teu abraço, da tua voz, da tua forma de se expressar. Quando digo que estou cega por você me refiro ao fato daqueles que não enxergam, terem seus outros sentidos mais aguçados, assim como acontece comigo quando estou com você. Seu toque é diferente, me acende de tal forma, que eu não preciso dos meus olhos para seguir em frente. Você sabe exatamente como me levar. O seu hálito tem um sabor especial, que nunca provei antes. É quente e arde. E ao passo que me queima, me assopra com delicadeza.
Teu cheiro eu sinto longe, um aroma que é só seu, e com ele eu sei exatamente o que está por vir. Quando o ouço chamando meu nome, meu corpo logo estremece por inteiro e parte nenhuma minha deixa de atender os seu pedido. Fico atônita, mas sei tudo que devo fazer, tua pele me dá toda a paz e tranquilidade que eu preciso. Deixo de lado a visão, porque acredito que a magia de nós dois não está no espaço do olhar, mas sim no toque, no beijo, na voz e no cheiro.
 

domingo, 15 de janeiro de 2012

E a gente já brincou de namoradinhos por tanto tempo, já passamos por momentos incríveis juntos, já fizemos juras de amor. Juras tão eternas quanto a validade daquele bolo de chocolate que você gostava tanto. E aquelas músicas, no início, que cantavam o nosso amor? Delas eu quase já nem me lembro mais. Já fingimos sermos um  o amor da vida do outro. São tantos "jás" na nossa vida juntos, que acho que aqui é que jaz o nosso amor.